o que um livro pode
- ENCONTROS A VOLTA DO LIVRO DE ARTISTA E DA AUTO-EDIÇÃO –
8, 9, 10, 11 DE DEZEMBRO 2011
- Atelier Real, Lisboa -
Organização e produção: Oficina do Cego / GHOST associação
em colaboração com o Atelier Real e a STET
O título desses encontros “O que um livro pode” – com a sua formulação que ecoa algo de incompleto ou suspenso – pretende reforçar este aspecto: o que um livro pode ser, o que ele pode devir, o que ele pode conter, em que ele pode ser transformado… ou seja, o livro enquanto espaço de potencialidades – que sempre desafia as próprias convenções do livro “tradicional”. Papel, páginas, capa e contracapa, mas também texto, imagem, relações entre texto e imagem, entre imagens, fotografias, desenhos, entre textos, elaboração de estratégias de narração, de ficção, de interacção com o leitor, diversidade dos modos de impressão… constituem alguns dos recursos de que o artista dispõe e agencia para desmultiplicar as formas do livro e complexificar as suas redes de significados.
O QUE UM LIVRO PODE é um programa de quatro dias que ambiciona lançar as fundações para um debate sobre o livro de artista em Portugal, propiciando encontros entre 20 artistas, designers, críticos e pensadores que fazem livros e praticam a auto-edição.
5ª FEIRA, DIA 8 DE DEZEMBRO
HISTÓRIA DO LIVRO DE ARTISTA
17 HORAS: “Contextualização histórica do livro de artista em Portugal” Ana João Romana
18 HORAS: Apresentação de Output, plataforma de divulgação e venda online de livros de artista e objectos gráficos produzidos em regime de auto-edição.
Pré-lançamento da edição Ghost Book, Ghost Edições
19 HORAS: Lançamento dos títulos:
- edição colectiva - sala 5 – editada por Ana João Romana.
- Tiago Baptista, “Fábricas, baldios, fé e pedras atiradas à lama”.
16 HORAS – 21 HORAS: Mostra de edições e ponto de venda com:
A Estante e STET, editoras Pierre von Kleist, Oficina do Cego, Ghost Edições, Atlas Projectos, além de editoras independentes de fanzines, de livros de artistas e dos livros dos artistas e intervenientes presentes.
6ª FEIRA, DIA 9 DE DEZEMBRO
O USO DA FOTOGRAFIA NOS LIVROS DE ARTISTA
19 HORAS: Mesa redonda com Paulo Catrica, Patrícia Almeida, José Pedro Cortes e Bruno Pacheco (a confirmar)
Moderadora: Filipa Valladares
Apresentações dos livros:
“All Beauty Must Die” de Patrícia Almeida e David-Alexandre Guéniot
“Things Here and Things Still to Come” de José Pedro Cortes
16 HORAS – 21 HORAS: Mostra de edições e ponto de venda com:
A Estante e STET, editoras Pierre von Kleist, Oficina do Cego, Ghost Edições, Atlas Projectos, além de editoras independentes de fanzines, de livros de artistas e dos livros dos artistas e intervenientes presentes.
SÁBADO, DIA 10 DE DEZEMBRO
SOBRE O PROCESSO DE EDITAR
17 HORAS: Mesa redonda com José Bártolo, Mário Moura, Sofia Gonçalves, Joana Sobral.
Moderador: Pedro V. Moura.
19 HORAS: Lançamento de: diários de Isabel Baraona.
16 HORAS – 21 HORAS: Mostra de edições e ponto de venda com:
A Estante e STET, editoras Pierre von Kleist, Oficina do Cego, Ghost Edições, Atlas Projectos, além de editoras independentes de fanzines, de livros de artistas e dos livros dos artistas e intervenientes presentes.
DOMINGO, DIA 11 DE DEZEMBRO
COMO SE ARTICULA A PRÁTICA ARTÍSTICA COM A EDIÇÃO
17 HORAS: Alexandre Estrela e Catarina Leitão.
18 HORAS: Carla Filipe, Sílvia Prudêncio e Pedro Diniz Reis.
16 HORAS – 21 HORAS: Mostra de edições e ponto de venda com:
A Estante e STET, editoras Pierre von Kleist, Oficina do Cego, Ghost Edições, Atlas Projectos, além de editoras independentes de fanzines, de livros de artistas e dos livros dos artistas e intervenientes presentes.
edição especial do jornal do atelier real
[60 páginas, em Português, Fev/Mar 2011]
>> LER e DESCARREGAR: AQUI! [PDF_3,8 MB] <<
Para fechar o ciclo "Restos, rastos e traços. Práticas de documentação na criação contemporânea", estamos a preparar um número especial do Jornal do Atelier Real de 60 páginas e com textos ineditos. Pretende não só fazer um balanço mas sobretudo prolongar e complementar algumas das reflexões que foram desenvolvidas no ambito deste ciclo de residências artísticas.
Rests in Pieces_Sobre partituras, notações e traços em dança, de Myriam Van Imschoot
Este texto aborda a partitura coreográfica enquanto documentação do processo criativo. Interrogando o arquivo enquanto lugar de fixação (paralisação?) objectivada da memória, ou, no caso da dança, da ideia de repertório. Este texto – inédito em Português – foi publicado pela primeira vez em 2005 na revista francesa Multitudes.
Algumas notas sobre performance e documentação, de Simon Bowes
Esse texto serve de extensão teórica ao projecto “Where We Live & What We Live For” (apresentado no Atelier Real em junho de 2010) e propõe uma abordagem literária das questões ligadas à documentação/ficção biográfica e à sua representação/performatividade teatral.
URRA, de Pedro Letria
URRA consiste num levantamento fotográfico sobre o concelho de Grândola que se vê involuntariamente envolvidodo num processo onde coexistem e se confrontam, num mesmo plano, várias relações temporais: um tempo passado (quando as fotografias foram feitas e impressas), um tempo suspenso (quando elas ficaram ignoradas e esquecidas) e um tempo presente (quando elas foram redescobertas e
reinterpretadas). Articula de forma complementar fotografia, ficção e arqueologia.
Reflexões sobre um ano do projecto 'Fora de Campo – sobre o arquivo de cinema de Moçambique', de Catarina Simão
Iniciado em Setembro de 2009, o projecto 'Fora de Campo' passou por sucessivos e renovados confrontos públicos (Atelier Real, Museu de Serralves, Manifesta 8, Festival Iman...) onde os materiais da investigação eram não só expostos mas também comentados no âmbito de visitas guiadas. Por outro lado, serviram de matriz de programação para projecções de filmes, conferências e mesas redondas. Pareceu natural voltar a esse projecto na altura de fechar o ciclo, para percebemos como se desenvolveu (e se transformou) ao longo dos quinze últimos meses.
A manipulação das imagens, de Nuno Lisboa
Convidámos o Nuno Lisboa, co-programador do Seminário Doc’s Kingdom, dedicado em 2010 à “Imagem-Arquivo”, para escrever um texto sobre a relação do cinema com o documento através das figuras (de estilo) que caracterizam o trabalho do cineasta Hartmut Bitomsky, a última “aquisição” do Gabinete Audiovisual. |