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RESTOS, RASTOS E TRAÇOS. Práticas de documentação na criação contemporânea GABINETE AUDIOVISUAL: PETER WATKINS
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La Commune (Paris 1871), de Peter Watkins. Foto Corinna Paltrinieri, by courtesy of Peter Watkins. DR. Após estudar teatro na Royal Academy of Dramatic Art em Londres, Watkins começou a sua carreira de cinema e televisão como assistente de produção de filmes de curta metragem para televisão e anúncios e, no início dos anos 60, foi editor e director assistente de documentários da BBC. Todos os seus filmes foram ou documentários ou dramas apresentados com técnicas de documentário, apresentando por vezes acontecimentos históricos e outros eventos possíveis no futuro imediato, como se repórteres e cineastas estivessem lá para entrevistar os participantes. Watkins foi o pioneiro desta técnica com o seu primeiro filme de longa-metragem para a televisão, Culloden, o qual apresenta a insurreição Jacobita de 1745 num estilo semelhante à cobertura da época da Guerra do Vietname. A perspectiva e inovação formal de Culloden fez com que o previamente desconhecido director recebesse a aclamação imediata da crítica, e a BBC designou-o para outra produção ambiciosa, o docudrama sobre a guerra nuclear The War Game. Embora os fortes sentimentos anti-guerra de Watkins já fossem patentes em Culloden, aparentemente a BBC esperava que The War Game fosse seco e patriótico. Terminado, o filme revelou-se como uma obra não apenas formalmente horripilante mas ainda como um anátema à política governamental. A BBC foi pressionada a impedir a teledifusão do filme. Desde então, Watkins teve conflitos similares com emissoras de televisão noutros países. A obra foi lançada para o cinema e ganhou o Óscar de melhor documentário de 1966, sendo finalmente apresentada na televisão pela BBC nos anos 80. A sua reputação como provocador político foi amplificada por Punishment Park, uma história de conflito político violento nos Estados Unidos que coincidiu com o Massacre de Kent State. A oposição à guerra é um tema comum no seu trabalho, mas as mensagens políticas são muitas vezes ambíguas, geralmente permitindo aos personagens principais representar pontos de vista violentamente opostos, que em muitos casos são improvisados pelo elenco: em Punishment Park, os soldados e dissidentes foram representados por actores amadores cujas opiniões políticas coincidiam tão bem com as das personagens que o director disse ter temido que violência real pudesse acontecer durante a filmagem. Ele usou uma abordagem semelhante na sua recriação da Comuna de Paris, La Commune (Paris, 1871), usando classificados de jornal para recrutar actores de direita que teriam uma antipatia genuína pelos rebeldes communards. Watkins é também conhecido pelas suas opiniões políticas sobre os media cinematográfico e televisivo, escrevendo extensamente sobre os problemas dos telejornais e o domínio da narrativa de estilo Hollywoodiano, à qual ele se refere como "a monoforma". Após o banimento de The War Game e a fraca recepção de seu primeiro filme para o cinema, Privilege, Watkins deixou a Inglaterra e filmou todos os seus filmes subsequentes no exterior: The Gladiators na Suécia, Punishment Park nos Estados Unidos, Edvard Munch na Noruega, Rësan (um ciclo de filmes de 14 horas sobre a ameaça da guerra nuclear) em dez países diferentes, e La Commune em França. filmografia (os filmes marcados a verde estão disponíveis para visualização no "Gabinete Audiovisual")
• The Diary of an Unknown Soldier (1959), U.K. amateur, 17 minutos
• The Forgotten Faces (1960), U.K. amateur, 18 minutos
• Culloden (1964), U.K. BBC TV, 75 minutos
• The War Game (1965), U.K. BBC TV, 47 minutos
• Privilege (1967), U.K. Universal Pictures, 90 minutos
• The Gladiators (1968), Suécia, Sandrews, 105 minutos
• Punishment Park (1970), EUA, Chartwell Artists, 90 minutos
• Edvard Munch (1973), Noruega - Suécia, NRK – SVT, 172 minutos (cinema), 210 minutos (TV)
• The Seventies People (1974), Dinamarca, Danmarks Radio, 127 minutos
• The Trap (Fällen) (1975), Suécia, SVT, 65 minutos (vídeo)
• Evening Land - Aftonlandet (1976), Dinamarca, Danish Film Institute, 110 minutos
• The Journey - Rësan (1983 - 1985), Swedish Peace & Arbitration Society, Canadian National Film Board, with local support groups in Sweden, Canada, Australia, New Zealand, Soviet Union, Mexico, Japan, Scotland, Polynesia, Mozambique, Denmark, France, Norway, West Germany, USA, 870 minutos
• The Freethinker (1992 - 1994), Suécia, Nordens Folk High School, Biskops Arnö, 270 minutos
• La Commune (Paris, 1871) (1999), France, 13 Production, La Sept ARTE, Musée d’Orsay, 345 minutos
Os filmes têm legendagens em Inglês e/ou Francês. |
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Mais informações sobre a obra de Peter Watkins, consultar: site oficial: http://www.mnsi.net/~pwatkins/ uma (auto)entrevista de Peter Watkins (2001): http://video.google.com/videoplay?docid=7658285768239194355 sobre a experiência do filme La Commune: www.rebond.org |
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O livro 'MEDIA CRISIS' de Peter Watkins (tradução francesa) pode ser consultado no Cabinete de Leitura do atelier real. (a versão inglesa é disponivel no site oficial de Peter Watkins). |
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